Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

Mudança de conteúdo para a minha outra casa:)

Entendi que deveria compilar todos os meus escritos no mesmo blog, mesmo misturando temas, prosa e poesia. 

 

Por isso....

 

 

... o que estava aqui... agora passa a estar ali!


publicado por magnolia às 13:26

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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012

Tenho um vestido...

tenho um vestido
feito de flores amarelas,
e um fiozinho de sol
para prender no cabelo.
mais tarde,
e enquanto a tarde não finda,
hei-de passear um pouco por aí
e colher miosotis para pôr na trança.
enquanto isso sonho com beijos,
os teus.
e também com a ternura do teu abraço.

cláudia moreira

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publicado por magnolia às 16:27

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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

Até breve.

 

 

 

Ergo a mão e aceno-te em jeito de despedida

Abro um sorriso para esconder uma lágrima teimosa

Até breve, digo eu murmurando

Levantas a mão e acenas-me também.

Leio claramente nos teus lábios a palavra “adeus”

Deixas que se misture com aquele sorriso largo que te define

É para me poupares da tristeza, bem sei.

Ah! Não me digas adeus meu amigo!

Sabes que adeus é uma palavra difícil

E que assim como tu gosto muito das palavras

Mas não das difíceis que me queimam os lábios

E adeus é uma palavra para sempre, é uma palavra infinita

Infinita e dolorosa e não a quero a viver no meu peito

Tu partes agora e eu ainda fico mais um pouco

Digo-te então que é por breves instantes, meu amigo

Não tarda as tuas gargalhadas ecoarão novamente pelas preguiçosas tardes de sol

E não demorará até que as tuas velas erguidas cortem novamente os oceanos

O tempo escorre depressa pelos socalcos da vida

Tu sabes.

Baixo a mão porque por fim me viras as costas.

Levas ainda o sorriso colado nos lábios.

Não faz mal que partas agora

Porque sei  dentro de mim que havemos um dia de nos reencontrar.

Até breve, digo eu murmurando.

 

 

Por Cláudia Moreira

07-05-2012

 

 

 

 


publicado por magnolia às 13:34

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Domingo, 25 de Março de 2012

Poema para ti, Mulher...

 

 

 imagem retirada da net

  

Nas tuas mãos perfeitas, muito brancas e macias

Tens o teu filho acabado de nascer.

Constatas então que a perfeição existe

A felicidade também.

Olhas o teu filho com olhos muito abertos

Porque queres que caiba todo dentro desse olhar.

Sabes que será teu para sempre.

Para sempre. Sempre.

Mesmo que a palavra “sempre” exija tanto de ti

Um compromisso imenso

Absolutamente inquebrável

Sabes que será assim.

Para sempre.

Mesmo assim, queres nesse preciso momento retê-lo

Todo dentro dos teus olhos.

Para memória futura.

Porque tu sabes que ele um dia irá crescer

Que deixará de ser esse ser indefeso

Que agora te cabe na palma da mão.

Um dia vais levá-lo à escola de bibe e lancheira colorida

Mas ele regressará sozinho.

Crescido. Pronto para viver.

E liberto das tuas mãos protectoras ganhará asas

E voará

Alto, muito alto nos céus onde tu não poderás ir

E o teu coração viverá apertadinho

Muito pequenino

Do tamanho de um botão.

Mesmo pequenino estará sempre pronto

Juntamente com os teus braços

Abertos.

À espera. Pacientemente à espera.

Dar-lhe-ás então o melhor colo do mundo!

E beijos.

E amor.

Vais estar sempre ali, com ele e para ele.

Sempre com um sorriso estampado no rosto.

Mesmo que o teu dia tenha sido doloroso

Que te sangrem os pés

Ou que a tua alma esteja feita em pedaços.

Mesmo que as lágrimas ácidas queiram explodir nos teus olhos

E só te apeteça deitar a cabeça na almofada.

Vais estar sempre ali, com ele e para ele.

Vais ensinar-lhe as primeiras palavras.

Mamã, papá, água, papa.

Quando trouxer um joelho rasgado pelas pedras da calçada

Vais lá colocar carinhosamente um beijo

E noutros dias dar-lhe-ás abraços muito apertados

E dir-lhe-ás: não faz mal, arranjas outra namorada.

Quando não conseguir aquele emprego

Ou quando se zangar a primeira vez com a esposa.

Estarás lá. Sempre.

Serás sempre a sombra que o acompanha

A guardiã delicada e silenciosa.

Em todas as noites escuras de pesadelos

Ou em dias frios de agreste tempestade

E as tuas palavras doces serão feitas de magia

Mais ninguém será capaz de habitar a sua alma.

E de o aceitar como ele é

Que faça grandes disparates e diga coisas sem pensar

Estarás sempre ali para o teu filho.

Com um colo generoso se lhe apetecer chorar.

E quando quiser rir, não tenhas dúvidas com quem o vai fazer.

E quando ele tiver o primeiro filho vais lá estar

E será um pouco teu filho também

Mulher, tu tens tanta sorte

Do nada criaste um milagre dentro de ti

Um milagre.

O mais belo, o mais terno, o mais maravilhoso de todos os milagres

Uma nova pessoa. Uma nova alma.

Um amor incondicional que viverá sempre, sempre dentro de ti.

E sempre nos teus braços.

E não há amor maior do que esse.

Porque nem a morte é capaz de apagar o amor de mãe.

Então a perfeição existe.

A felicidade também.

 

Por Cláudia Moreira

 

 

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publicado por magnolia às 17:48

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Domingo, 18 de Março de 2012

Partir

imagem retirada da net

 

 

Parti noite escura
Numa casca de noz.
Agarrei as amuradas finas e frágeis 
E não hesitei.
Avancei.
Icei uma vela feita só do meu querer
E não olhei para trás uma única vez.
Parti em busca do mundo. 



Por Cláudia Moreira

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publicado por magnolia às 23:42

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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

Não cabe em mim...

Não cabe em mim todo o amor que te tenho

Transborda do meu corpo

Goteja para o chão da Terra

Um fio de água

Transforma-se depois num regato

Um rio

Por fim um imenso oceano

Cobre planícies, vales, montanhas

A Terra inundada

O mundo é afinal muito pequeno

E pequeno

Deixa tombar este sentimento para o Universo

No espaço infinito

Um oceano inteiro de amor por ti

Não cabe em mim todo o amor que te tenho

Sufoca-me

Liberta-se do meu peito

Ergue-se no ar e consome todo o oxigénio da Terra

Liberta-se da atmosfera e atinge as estrelas

Que brilham agora mais intensamente

Desembaraçadas do pó estelar

Por este sentimento sincero

Límpido

Não cabe em mim todo o amor que te tenho

Solto-o. Liberto-o. Desobrigo-o. Exalo-o.

Ofereço-to.

 

 

 

Cláudia Moreira

Dezembro 2011

 

 

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publicado por magnolia às 15:23

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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

Despedida

 

 

 

 

 

Não te deixo ir embora assim facilmente

Não quero que partas para longe dos meus olhos

Mas se um dia tiver mesmo que ser

Deves deixar comigo um pedacinho de ti

Porque, na verdade,

Também levas contigo um pedacinho de mim…

O último abraço será mais demorado

Porque quero decorar a forma do teu abraço

E o último olhar também será mais demorado

Porque quero reter a forma do teu rosto

E deves dizer algo, não importa sequer o quê

Porque preciso gravar o som da tua voz…

Não quero que partas para longe dos meus olhos

Mas se um dia tiver mesmo que ser,

Não digas adeus

Diz antes que voltarás um dia

Para buscar o pedacinho de ti que deixaste em mim

Se for verdade, hei-de ser feliz depois

Se não for verdade não serei tão infeliz agora…

Não quero que partas…

 

cláudia moreira 


publicado por magnolia às 17:53

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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

A tua voz...

imagem retirada da net

 

 

 

É a tua voz que me acaricia a pele em noites frias

Sinto-a, morna, no meu rosto a cada palavra tua

E nos meus lábios, é como se mos beijasse

Languidamente, sem nenhuma pressa nem pudor,

Depois, não tenho como negar

Que o abraço terno em que me envolve

Me deixa sem chão, perdida, dormente…

A tua voz um pouco rouca beija-me a nuca e desce

Desce numa carícia prolongada e feliz

Descobrindo caminhos estreitos no meu corpo

E avançando sem receio do que haverá por descobrir…

E eu, então, sorrio.

Depois, mesmo que cales a voz que me aquece por dentro

Fica o eco noite fora e eu, ainda sorrindo, fecho os olhos e adormeço…

 

 Cláudia Moreira

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publicado por magnolia às 12:37

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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

Tons de cinza...

 

 imagem retirada da net

 

O fim de tarde, mais uma vez pintado em tons de cinza

Recebe-me ventoso e frio. Sei que o sol está lá

Mas não o vejo, apenas o adivinho perdido entre as nuvens

As gaivotas amontoam-se na areia molhada pelas ondas

Que quebram na areia, coberta de pequenas conchas e búzios

Saltitam e soltam gritinhos estridentes e incessantes

É sinal de tormenta em alto mar…

Se no meu coração morassem gaivotas

Também estariam todas no areal

Porque dentro de mim existem mares de lágrimas

E soluços capazes de desencadear tsunamis

E no vazio do meu peito o ar corre, veloz

E destrói à sua passagem o que ainda resta de nós

E dos sonhos que sonhei algures no passado…

Aos poucos, com a passagem do tempo

A tormenta há-de acalmar e as águas hão-de serenar

E então, depois desse dia

Dentro de mim as gaivotas voltarão a cruzar os céus

E de asas abertas, irão planar em liberdade, sem pressa

O sol brilhará alto no céu e nos meus lábios

Desenhar-se-á, por fim, um sorriso cálido de Verão…

 

  

 

Cláudia Moreira

 


publicado por magnolia às 00:12

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Sábado, 2 de Julho de 2011

Quarto vazio...

 

 

 

Entrei no meu quarto vazio

Recebeu-me uma vez mais escuro e frio…

A solidão dançava com as sombras

Ao som de um saxofone choroso

Que algures ali perto alguém tocava…

Deixei-me cair na cama subjugada pelo peso dos pensamentos

Olhei o tecto e pela milésima vez vi a mancha de humidade

Pensei em ti

Longe de adivinhares que alguém

Uma mulher perdida numa cidade indiferente

Pensa em ti…

Desejei que ali estivesses…

Deixei o pensamento fluir

Abandonar o meu corpo e fugir pela janela

Vaguear pelo firmamento negro, salpicado de estrelas.

Foi então que te vi, ali ao virar de Vénus…

Sorriste-me e eu devolvi o sorriso embrulhado em luz

Aproximei-me e estendi os dedos até te tocar o rosto

Deixei que os meus dedos te reconhecessem a pele

Os olhos, as sobrancelhas, o nariz, a boca…

Depois, depositei um beijo nos teus lábios macios

E deixei-me ali ficar, perdida, na tua boca morna

Envolveste-me então num abraço apertado

E senti aquilo que poderia ser a felicidade a bater no peito…

Foi então que o saxofone se calou na noite

E eu voltei ao quarto e à mancha de humidade

O sorriso desfez-se na minha boca

E uma lágrima solitária desceu pelo canto do meu olho

E deixou-se cair, sem medo, até à coberta da cama

De manhã, pareceu-me que ainda lá estava…

 

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publicado por magnolia às 01:22

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