Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

Tons de cinza...

 

 imagem retirada da net

 

O fim de tarde, mais uma vez pintado em tons de cinza

Recebe-me ventoso e frio. Sei que o sol está lá

Mas não o vejo, apenas o adivinho perdido entre as nuvens

As gaivotas amontoam-se na areia molhada pelas ondas

Que quebram na areia, coberta de pequenas conchas e búzios

Saltitam e soltam gritinhos estridentes e incessantes

É sinal de tormenta em alto mar…

Se no meu coração morassem gaivotas

Também estariam todas no areal

Porque dentro de mim existem mares de lágrimas

E soluços capazes de desencadear tsunamis

E no vazio do meu peito o ar corre, veloz

E destrói à sua passagem o que ainda resta de nós

E dos sonhos que sonhei algures no passado…

Aos poucos, com a passagem do tempo

A tormenta há-de acalmar e as águas hão-de serenar

E então, depois desse dia

Dentro de mim as gaivotas voltarão a cruzar os céus

E de asas abertas, irão planar em liberdade, sem pressa

O sol brilhará alto no céu e nos meus lábios

Desenhar-se-á, por fim, um sorriso cálido de Verão…

 

  

 

Cláudia Moreira

 


publicado por magnolia às 00:12

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Terça-feira, 14 de Junho de 2011

Não há pressa de chegar

 

 

 

Nas manhãs submersas pela neblina, sou feliz

Ouço os meus passos, um depois do outro, cadenciados

Olho as paisagens que se descobrem aos poucos

As árvores acordam com os meus passos

Sinto o cheiro a terra húmida a impregnar o ar

Também o cheiro da resina perfuma a Terra

Percebo o silêncio a ser quebrado pelo chilrear dos pássaros

Ouço o som da água a cair por entre pedras e terra

Sinto a frescura da manhã azul na pele e na alma

Os meus passos levam-me para a frente, sempre para a frente

Depois o sol, tímido, a aparecer devagar lá ao alto

Sinto-o derramar a sua luz nas montanhas e nas pedras

E o seu calor em mim e em todos os homens da Terra

Caminho sem esforço mesmo carregando o peso da vida.

Sou feliz numa simbiose perfeita com a natureza pulsante

Sinto-me muito viva e o sangue corre-me nas veias, célere

Impossível travar o sorriso que se me desenha nos lábios

Dentro de mim um lago sereno de sentimentos apaziguados

Mais um passo e outro e outro e depois outro.

Tantos passos e não sei quando chegarei ao destino.

Mas que importa o tempo? Nada. Não importa nada.

No Caminho o tempo não existe, nem precisa.

Não há pressa de chegar.

Dentro de mim vive a certeza de que chegarei. E isso basta-me.

Enquanto isso, em cada passo, sou feliz por pertencer à Terra.

 

 

 


publicado por magnolia às 15:39

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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

Um coração no espaço...

 

 

Sei que vais achar exagero,

mas a verdade mais transparente e mais pura

é que quando me sorris

o meu coração salta do meu peito

sobe pelo céu aberto numa corrida desenfreada

sem que eu o consiga deter,

entra na troposfera,

passa pela estratosfera

depois rapidamente pela mesosfera e termosfera

e por fim já no espaço, onde a gravidade nao o afecta

deixa-se cair, flutuando feliz por entre estrelas e planetas

percorre toda a Via Lactea 

e só depois desta viagem que parece longa

mas que não demora nem um segundo

volta a entrar no meu peito

mesmo, mesmo a tempo

de eu conseguir esboçar o gesto especial com os lábios

para te devolver o sorriso...

 


publicado por magnolia às 00:32

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Sábado, 5 de Março de 2011

Mendigo...

 

 

Mendigo o teu sorriso claro…

Mendigo-o para que ilumine o meu dia.

Mas apenas a cor cinza cobre a vida à minha volta.

Depois peço encarecidamente o brilho dos teus olhos…

Para que fique preso nos meus.

Mas não o sinto, não o vejo.

Mendigo o calor das tuas mãos…

E estendo as minhas na tua direcção e espero…

Mas espero em vão.

Pergunto-te no meu coração se pensas em mim…

Mas apenas recebo um silêncio rotundo, desconfortável.

Depois, dentro de mim a certeza de que não me vês.

Sou transparente, talvez feita de vidro, talvez feita de ar.

Sou uma mendiga…

Sou uma mendiga de beira de estrada…

Igual a qualquer mendigo que pede esmola num passeio de rua.

Mendigo e estendo as mãos e escondo o olhar tímido.

Sou uma mendiga da tua atenção.

Mendigo um pouco de ti na beira da tua estrada.

E espero.

Em vão. Espero sempre em vão.

 

Cláudia M.

sinto-me: ...

publicado por magnolia às 12:16

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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

Post-Scriptum

  

  

  

  

 

Imagem retirada da net

 

 

 

No meu corpo estás tu

Dentro de mim, fora de mim, em mim…

Para sempre…

Nos meus lábios o gosto adocicado

Dos teus lábios carinhosos… ansiosos…

Para sempre…

Na minha boca ainda a tua língua

Segura e quente… num pedido urgente…

Para sempre…

Na textura dos meus dedos

Os teus dedos suaves… irrequietos…

Para sempre…

Nos meus ouvidos o som da tua voz

Quente, envolvente a dizer palavras de amor…

Para sempre.

Nos meus negros e longos caracóis rebeldes

Ainda a urgência quase bruta dos teus dedos…

Para sempre.

O teu perfume aprisionado em cada poro

Da minha pele, agrilhoando-se a cada fino pêlo meu…

Para sempre…

Na minha branca epiderme estás tu

Intensa e profundamente tatuado…

Para sempre.

Para sempre.

 

 

Cláudia M.

 

*Poema que escrevi para fazer parte de um texto do meu blog "Coisas Minhas".

sinto-me: ....

publicado por magnolia às 09:09

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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

Final da peça

 

De mãos enterradas nos bolsos enfrentei o frio

do mar. na cara, o vento cortante

a magoar-me. na cavidade do peito, o vazio

onde ouvi o eco de um nome e de um sentimento

vão.  nas paredes nuas em ricochete

devagar. deixei-me tombar no chão em desalento

mudo. desisti de lutar por algo... patético

doloroso. quero dormir, muito, para sempre

fechar-me no meu pequeno mundo hermético

sozinha. sozinha. sozinha eu sei como viver

desde sempre. não quero que mais ninguém

me respire. não quero acordar e ver

que te foste embora sorrateiro, em surdina

não quero. não quero e nem sequer é pedir muito

acabou. que finalmente se baixe a cortina.

que nem sequer se abra para aplausos frenéticos

acabou. silêncio. apenas silêncio a ecoar no meu peito

nos nossos peitos, afinal desde sempre assimétricos...

 

 

 

 

 

sinto-me: ...

publicado por magnolia às 21:59

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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

Penso, feliz, na suavidade das manhãs

manhã de 5 de Outubro de 2010

 

 

Passos, os meus passos

Um pássaro bem-disposto, madrugador

Um restolhar suave das folhas verdes molhadas pela chuva nocturna

Um ramo a partir debaixo do peso do meu corpo

Uma gota de orvalho que se desprende da folha caindo em voo picado até ao chão

O meu coração, batidas irregulares do esforço

O sol ainda fresco que penetra na ramagens intensas

O cheiro da terra molhada, seiva, erva fresca

A solidão que não é solidão

O silêncio que não é silêncio

Eu

A manhã imaculada

Um passo atrás do outro

Sorrisos

Pensamentos

Eu

A natureza que se mostra, se abre aos meus olhos antes cegos

Um passo atrás do outro

A respiração

Tenho um corpo

A natureza

Tenho um corpo dentro da natureza

Um passo atrás do outro

Abro um sorriso novo acabado de inventar

E penso, feliz, na suavidade das manhãs.

 

sinto-me: :)

publicado por magnolia às 15:57

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Domingo, 4 de Abril de 2010

Distância dolorosa

imagem retirada da net

 

 

 

Estás tão perto de mim

Tão próximo o teu rosto do meu

Apenas uns escassos centimrtros

E os meus lábios pousariam nos teus

No entanto

Um  gigantesco  mar  feito de diferenças

Nos separa

A maior, o amor

Que te dedico

E que não vês

Como podes tu não ver um amor tão grande assim?

Que se ergue agigantado no meu olhar

Que se mostra inteiro, nu, no meu sorriso

Que leva tanta ternura em cada letra de um olá apenas murmurado…

Estás tão perto de mim mas tão longe

Como se um imenso mar nos separasse

No entanto

Se eu estender a mão posso sentir o teu rosto

Imensamente belo nos meus dedos ansiosos.

Gosto de ti. Sim, gosto de ti e isso dói.

 

 

sinto-me: :(

publicado por magnolia às 00:52

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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Amor...será?

 

imagem retirada da net

 

Tudo estava quieto, sossegado

Dentro do meu peito, apagado

Depois...não sei...

Algo passou

E me incendiou…

Tu...tu…

Talvez...não sei...

Sei que de repente

Tudo está diferente

Amor... será?

Não sei...não sei...

E nem quero saber

Quero apenas viver

Este momento preciso

Que chegou sem aviso…

Amor…será?

Não sei… não sei…

Mas penso que não

É apenas uma pequena paixão…

Amor…será?

Não…não…

 

sinto-me: :(

publicado por magnolia às 12:27

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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Promessa quebrada

imagem retirada da net

Chegaste um dia prazenteiro, feliz

Um ramo na mão de rosas cheirosas

Trazias um ar alegre de homem petiz

Na boca trazias promessas deliciosas

 

Deste-me um beijo quente, ardente

Arrebataste meu desejo, num beijo

Fiquei frágil, pequena, demente

De mais e mais beijos ficou o ensejo

 

Viste de mansinho então, e tua mão

Na minha ansiosa vieste pousar

Eu nao sabia então que meu coração

Tanto se iria um dia enganar

 

Nao podia  e nao queria imaginar

Que por vezes a promessa é quebrada

Promessa que se formou sem pensar

Na boca de uma pessoa apaixonada

 

Chegaste e mudaste a minha vida

Fizeste dela o que bem entendeste

Umas vezes tão bela tão colorida

Outras houve que a entristeceste

 

E agora já  cá não estás comigo

Já não sei há quanto tempo partiste

Já deixei de chorar a sonhar contigo

Apenas a saudade me deixa triste

 

 

 

 

sinto-me: nostálgica

publicado por magnolia às 00:07

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