Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Saudade

 

Entre as nuvens dispersas vislumbro o azul celeste

Fixo-as, às nuvens, altas e brancas

E de repente já não são nuvens

São Pégasos brancos como a neve

São tão belos que me fazem sorrir!

E não quero sorrir…

Não quero sorrir porque a solidão é tanta

É tanta e só me apetece chorar rios de lágrimas

Que possam correr até ti para te fazer lembrar de mim!

Só quero não fazer nada, ver nada, sentir nada!

Quero deixar-me engolir pela terra

Passar a viver serenamente nas suas profundezas

Longe do teu olhar esquecido de mim…

Mas os Pégasos estão ali…

Se estender a mão talvez os alcance…

Estão tão perto das minhas mãos, meu Deus!

Estendo-as então numa tentativa de os agarrar!

Mas eles avançam pelo céu em tropel

Numa cavalgada alada como nunca tinha visto!

São tantos! E belos! Tão belos!

E então, recolho a mão devagar

Não fui a tempo de lhes tocar

De os sentir na pele da palma da minha mão

De os abraçar, de imaginar viajar nas suas garupas

Sem destino pelo céu azul, longe da solidão da Terra

E da tua indiferença…

E de repente…

Já não são Pégasos mas nuvens outra vez

E também já não são brancas mas negras

São negras como breu e trazem tempestade dentro de si

Fixo o céu novamente até me doerem os olhos

E quando cai a primeira gota de chuva liberto a primeira lágrima

E deixo que se misturem na minha cara

E sulquem a minha pele até à minha boca

E saboreio por fim o gosto amargo da saudade…

 


publicado por magnolia às 15:47

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Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

Estado Doloroso

imagem retirada da net

 

 

Dói-me tudo.

A pele. Os músculos. Os vasos sanguíneos. Os ossos.

O estômago. Os pulmões. O cérebro. O coração.

Dói-me tudo.

Não há nenhum centímetro de corpo que não me doa por causa de ti.

E dói tanto, tanto, tanto…

Apetece-me gritar! Gritar sons e interjeições e palavras sem sentido!

Gritar apenas!

Não dizer coisa com coisa porque não há palavras para dizer.

Nenhuma palavra pode dizer tudo o que sinto…

Nem muitas palavras podem dizer o que sinto…

Apenas a dor lancinante no corpo.

Na minha cara um esgar, um espelho da minha alma profundamente magoada.

O meu corpo contorcido pela dor. A minha pele, quente, febril.

Dói-me tudo.

A alma, sobretudo dói-me a alma que não sei sequer onde vive.

Não sei se na pele, se nos músculos, se nos ossos.

Não sei onde vive a minha alma e por isso dói-me tudo. Cada pedacinho do meu corpo…

Dói-me tudo porque não posso olhar para os teus olhos com os meus olhos.

Não posso sentir a pele quente do teu corpo na pele das minhas mãos.

E também não posso sentir os teus lábios húmidos com os meus lábios.

Não posso sentir o teu corpo dentro do meu abraço.

Dói-me na carne a dor imensa da saudade.

E a cada hora que passa dói mais e mais, mais profundamente.

Dói-me tudo e não há como matar esta dor.

Antes a dor me matará a mim…

 

 

Cláudia Moreira


sinto-me: ...:/

publicado por magnolia às 23:22

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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

A casa da saudade

imagem retirada da net

 

 

Nos dias mais tristes ainda choro

Agarrada às lembranças do passado

Finjo que me vou mas não demoro

A voltar para onde tenho estado

 

Tenho estado na casa da saudade

A viver uma vida sem sentido

Onde a dor que sinto é de verdade

O riso as vezes um pouco fingido

 

Um pouco fingido porque custa rir

Quando se sente a falta do amor

Falta de um doce carinho sentir

De um abraço dado com ardor

 

Dado com ardor, dado com desejo

Um abraço terno e carinhoso

Um toque suave, um doce beijo

Terno momento, maravilhoso

 

Maravilhoso e incomparável

É amar e ser amada intensamente

Desejar alguém, ser desejável

E querer a alguém profundamente

 

Profundamente foi como amei

Um dia alguém na minha vida

Quem foi esse amor eu já não sei

É apenas umas lembrança querida

 

Uma lembrança querida é amar

Esse sentimento tão nobre e doce

Que eu queria voltar a tentar

Por mais um minuto que fosse…

 

Magnólia

13-08-08

 

 

 

 

sinto-me: apenas um pouco só

publicado por magnolia às 15:20

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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Hoje, não sei porquê, lembrei-me de ti...

imagem retirada da net

 

 

 

Hoje, não sei porquê, lembrei-me de ti

Estavas tão bonito, gracioso, querido

Tal como no primeiro dia que te vi

Num fim de dia há tanto tempo perdido

 

Das tuas mãos lembrei-me da beleza

De como eram suaves e carinhosas

Que me tocavam com tanta leveza

Mãos mais belas e maravilhosas

 

Lembrei-me com muita saudade

Do abraço apertadinho, tão gostoso

Que naquele lindo fim de tarde

Trocamos, tão suave, tão caloroso

 

Desejei os  teus lábios, o teu beijo

Lembrei-me como era macio, doce

De como ficava louca de desejo

Por mais leve que esse toque fosse

 

Lembrei-me do teu sorriso

Sincero, o mais belo do mundo

Quando chegavas assim sem aviso

E me fazias suspirar profundo

 

Lembrei-me que tanto te amei

Que te amei mesmo de verdade

Que tudo, alma e corpo te dei

E agora resta apenas a saudade...

 

Magnólia

11-06-2008

 

sinto-me: melancolica

publicado por magnolia às 23:05

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Domingo, 2 de Março de 2008

Sinto-me só...

imagem retirada da net

Esta solidao que me faz sofrer

Que me tira a vontade de viver

Olho para dentro de mim

E nada vejo, so um vazio assim

So a escuridao, desolaçao

Estou cansada, abatida de coraçao

Tenho saudades de ter carinho

Um gesto, um mimimho

De andar de mao dada na rua

De conversar debaixo da lua

Do nome do amor mil vezes escrever

Na minha alma sem querer

Saudades de sentir um aperto

Quando o  ser amado nao esta perto

Quero ver alguem aqui ao meu lado

E sentir um abraço apertado

So hoje, so agora, neste momento

Sentir o calor de um corpo sem tormento

Sentir a respiraçao no meu ouvido

Palavras segredadas, de amor, sem sentido

Estou sozinha, no vazio, sem perceber

Este silencio que me faz ensurdecer

Que me deixa perdida na incerteza

Num mar de angustia e tristeza

Queria apenas hoje nao estar sozinha

Na noite que ja se avizinha

Ver um rosto, um sorriso, um olhar

Ter alguem a quem muito amar....

Magnolia

sinto-me: solitaria

publicado por magnolia às 22:28

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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

A um amor imaginário...

imagem retirada da net
Ai como eu queria voltar a amar
Sentir de novo as emoções
De quem ama sem restrições
E o coração não poder guardar
 
Dentro do meu peito quieto
Quando te sentisse pertinho
Vindo pé ante pé, de mansinho
Alvoraçar meu peito inquieto
 
Ai como eu queria voltar a sentir
Um aperto no peito sentido
Que a saudade mantém dorido
E mesmo assim sempre a sorrir
 
De alegria por tanto te amar
Mesmo não te sentindo comigo
E não te tendo como abrigo
Só a ti querendo abraçar
 
Ai como eu queria voltar a ter
No estômago um friozinho
Quando te imaginasse pertinho
Quando soubesse que te ia ver
 
Cada hora, minuto de ansiedade
Não sabendo se virás ou não
Não aguentando a comoção
Por esperar uma eternidade
 
Ai como eu queria voltar a estar
Sentada contigo a noitinha
A tua mão macia na minha
E imensa vontade de te beijar
 
E nos teus braços querer cair
Abandonar-me em ti, perdida
Ouvir-te chamar-me querida
E todo o teu amor por mim sentir…
 
sinto-me:

publicado por magnolia às 17:55

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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Queria sorrir de novo...

imagem retirada da net

 

 

Já passou uma eternidade
Desde o meu ultimo sorriso
E de saber sorrir preciso
Não poder sorrir é maldade
 
Meu rosto mostra o desalento
As finas rugas a tristeza
De quem tem a certeza
De que a vida é um tormento
 
A vida passa diante de mim
Mais rápida do que o vento
Veloz como o pensamento
Nem a vivo a passar assim
 
Queria tanto poder sorrir
Um sorriso amplo e sincero
Voltar a sorrir eu quero
Vou reaprender a sentir
 
E acho que vou conseguir
Demore o tempo que demorar
Porque não quero mais chorar
Só quero de novo sorrir...

publicado por magnolia às 13:14

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